Está mais do que provado: estudos científicos garantem que a nicotina prejudica o processo cicatricial por alterar a microcirculação dos tecidos, dificultando a cicatrização e favorecendo complicações

É por esta razão que os cirurgiões plásticos recomendam à pessoa que pretende passar por uma cirurgia plástica que, definitivamente, pare de fumar. Caso isso não seja possível, que pelo menos respeite o tempo de um mês antes da cirurgia sem o cigarro e, preferencialmente, os primeiros meses de recuperação, a fim de garantir um procedimento seguro e um pós-operatório tranqüilo.

O que acontece é que a vasoconstrição (diminuição da espessura dos vasos) causada pela nicotina compromete o processo de cicatrização. Durante uma cirurgia que envolve o descolamento do tecido cutâneo, há uma natural diminuição da vascularização. Ou seja, a associação desses dois fatores – cigarro + cirurgia – potencializa os efeitos negativos sobre a pele.

Por esse motivo, os cirurgiões são taxativos em dizer que quem pretende fazer uma cirurgia plástica deve ficar longe do fumo e, quem sabe, aproveitar essa deixa para abandonar o vício de vez. A saúde agradece!