Em outros tempos, um idoso jamais cogitaria realizar uma cirurgia plástica, especialmente para fins estéticos. Mas vamos voltar um pouco para o passado e entender o perfil desse idoso. A maioria dos homens e mulheres acima dos 60 anos já estava aposentado: os homens ocupavam seu tempo com hobbies e as mulheres cuidavam dos netos, sem se preocupar com aparência.

Com o aumento da expectativa de vida, esse perfil ganhou uma nova projeção: pessoas com 60 anos já não se sentem idosos e querem que o corpo reflita isso. Ser jovem para sempre se tornou possível. Além de uma mudança no perfil socioeconômico, muitos se viram obrigados a voltar ao mercado de trabalho, o que também exige uma preocupação com a aparência.

Esses “novos idosos” querem mais é mostrar que estão ativos na família, no mercado de trabalho e, é claro, nos relacionamentos. Viúvos, separados ou divorciados, eles seguem na busca por uma nova companhia. Renovar a autoestima é fundamental nesse processo.

Esqueça aquela imagem da vovó em casa fazendo bolo para os netos, os idosos dessa nova geração querem mais cirurgias plásticas que possam refletir, em seu corpo, a jovialidade presente em sua mente. É importante ressaltar que, como em qualquer outra fase da vida, as condições de saúde do paciente são avaliadas pelo cirurgião plástico que libera (ou não) o procedimento.