Usar chapéu ou boné por tempo prolongado, má circulação no couro cabeludo, caspa — durante muito tempo, e até nos dias de hoje, muita gente ainda acredita que essas situações são a causa da calvície. No entanto, estudos mostram que todas essas crenças não passam de mitos que não têm a menor comprovação científica.

Mas então, o que provoca a calvície? É possível evitá-la ou tratá-la? Existe uma solução para o problema? Vamos responder essas perguntas neste post. Por isso, não perca a leitura!

Quais são as causas da calvície?

Começamos o post falando de alguns mitos sobre as causas da calvície. No entanto, eles não são os únicos. Existem algumas crenças que até parecem científicas! Uma das mais comuns é aquela que associa a possibilidade de um homem ser calvo de acordo com as características de seu avô materno.

No entanto, a Ciência não confirmou nenhuma dessas hipóteses. Na verdade, o que se tem certeza até hoje é que a calvície é causada principalmente pela combinação entre três fatores: predisposição genética (histórico familiar), alterações hormonais e envelhecimento.

Segundo endocrinologistas, a grande diferença está em uma combinação entre a testosterona e uma enzima ativa e presente no bulbo capilar, a 5-alpha-redutase. Ela transforma o hormônio masculino em Di-hidrotestosterona (DHT).

A DHT reduz o tamanho do bulbo capilar, atrofiando-o até provocar a queda de cabelo.

Quem está sujeito à calvície?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade da população masculina apresenta algum tipo de perda de cabelo até os 50 anos de idade. Embora essa situação seja mais comum entre os homens, também existem mulheres que sofrem com o problema.

A diferença entre homens e mulheres parece apontar para a importância dos fatores hormonais no surgimento da calvície. Conforme explicamos no último tópico, a combinação entre a testosterona e uma enzima é uma das principais razões para a queda de cabelo.

Portanto, como o organismo dos homens produz uma quantidade muito maior de testosterona, eles estão mais sujeitos a esse problema e sofrem mais com a calvície do que as mulheres.

A importância da genética também fica muito evidente quando os cientistas estudam populações diferentes. A porcentagem de asiáticos com esse problema é a menor do mundo. Na China, por exemplo, apenas 19% dos homens ficam carecas. Já a República Checa e Espanha lideram o ranking, com mais de 42% de calvos.

Segundo os especialistas, a diferença tem um motivo. No organismo dos homens asiáticos, a tal enzima que produz a DHT é menos ativa. Por isso, eles preservam uma quantidade maior de cabelos ao longo do tempo.

É possível evitar a calvície?

Essa é uma questão polêmica. Vamos citar, por exemplo, a posição da Sociedade Brasileira de Cirurgia sobre a deficiência de vitaminas. Em seu site oficial, a SBCP afirma que a relação entre elas foi desmitificada.

No entanto, outras publicações e especialistas afirmam que a anemia (falta de ferro) é uma das causas internas para a calvície.  Portanto, trata-se de uma deficiência nutricional que contribui para o problema. Outras publicações destacam que a qualidade da alimentação, tabagismo e álcool também repercutem na saúde capilar.

Além disso, existem outros especialistas que afirmam que o estresse também contribui para o surgimento da calvície. Existem ainda doenças que causam o surgimento ou agravamento do problema.

Portanto, essas últimas publicações sinalizam que é possível prevenir ou atrasar o surgimento da calvície com hábitos saudáveis. Por isso, seria interessante investir em uma alimentação nutritiva, abstenção do fumo e álcool e a tentativa de ter uma vida menos estressante.

Mesmo que com o tempo se confirme que esses fatores não têm tanta influência assim na calvície, o fato é que a sua saúde geral será beneficiada. Então, mantenha esses hábitos saudáveis, mas esteja consciente de que não há uma unanimidade em afirmar que eles preservarão seus cabelos.

É possível tratar a calvície?

Porém, se a calvície já chegou, não adianta pensar em prevenção. Felizmente, hoje em dia já existem tratamentos para quem se incomoda com essa característica. Portanto, se você está nessa situação e quer manter ou recuperar os cabelos, conheça as opções!

Medicamentos

Hoje em dia, o mercado disponibiliza dois medicamentos diferentes para tratar um tipo de calvície, chamada de alopécia androgenética. As duas drogas são o minixidil, que é recomendado para homens e mulheres e a finasterida, sendo que essa última só é indicada para os pacientes do sexo masculino.

No entanto, esses dois medicamentos têm efeitos colaterais. Além disso, nem sempre eles são plenamente eficientes. Por isso, o transplante capilar costuma ser a opção mais segura para os pacientes.

Transplante capilar

Existem diferentes tipos de transplante capilar. Felizmente, a diversidade de técnicas favorece a solução de problemas variados. É possível atender tanto às necessidades de quem tem uma perda capilar discreta quanto quem deseja cobrir extensões maiores de couro cabeludo.

Existem transplantes fio a fio e enxertos de pequenas áreas. Nesses casos, o cirurgião enxerta trechos de couro cabeludo retirados de regiões doadoras e os implanta em locais afetados pela calvície.

Além disso, existem cirurgias para cobrir extensões maiores. Assim, os cirurgiões plásticos podem optar pela extensão de tecido, cirurgia de retalho ou redução do couro cabeludo. Também é comum combinar duas ou mais técnicas para obter um resultado satisfatório.

É importante entender que o transplante capilar é a forma mais eficiente de tratar a calvície. Frequentemente, surgem no mercado algumas opções “milagrosas”, que prometem resultados rápidos. No entanto, muitas vezes elas são propagandas enganosas que podem fazê-lo perder dinheiro.

Implante capilar

Embora a maioria dos homens possa fazer o transplante capilar, existem alguns casos em que esse procedimento não é recomendado.

Por isso, quando o paciente tem menos de 40%  do cabelo, o transplante não é indicado. Nesses casos, a área doadora é muito pequena, insuficiente para cobrir a área receptora.

Porém, ainda assim é possível cobrir ou disfarçar a área calva por meio de implante capilar. Ele utiliza cabelo sintético e, por essa razão, não é possível obter um resultado tão natural quanto o do transplante. No entanto, trata-se de uma alternativa aplicada a esses casos específicos.

Entendeu quais são as causas da calvície e os tratamentos possíveis? Quer entender melhor como é feito o transplante capilar e se esse tratamento é recomendado para você? Preparamos um guia completo sobre esse procedimento. Leia e entenda tudo sobre o assunto!